LANÇAMENTO

Uberaba: Dois Séculos de História - Vol. II
(Janeiro de 1930 a Dezembro de 2007)





SUMÁRIO

DÉCADA DE 1930



MOVIMENTO DA ALIANÇA LIBERAL – COMBATES EM DELTA – SORRISO-REVISTA E A RURAL – MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA – SERVIÇO POSTAL AÉREO – CINE SÃO LUÍS – INSTALAÇÃO DA PREFEITURA – RÁDIO SOCIEDADE – SUBSEÇÃO DA OAB – GRUPO DRAMÁTICO ARTUR AZEVEDO – FACULDADE DE DIREITO – SOCIEDADE RURAL DO TRIÂNGULO MINEIRO – BANCO DO TRIÂNGULO MINEIRO – HINO DE UBERABA – CENTENÁRIO DE ELEVAÇÃO À VILA – MARIA GIRISA – NOVOS SINDICATOS, HOSPITAIS E CLUBES DE FUTEBOL – LIVRO AÇÃO NACIONAL – ROTARY CLUBE – REVISTA ZEBU – CHEGADA DE DOM ALEXANDRE – TIRO DE GUERRA



DÉCADA DE 1940


INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS – CATIRA DOS BORGES – HOTÉIS – CINEMAS – CLUBES DE FUTEBOL – HOSPITAIS – USINA PAI JOAQUIM – NOVAS SEDES DE ENTIDADES – PARQUE FERNANDO COSTA – UBERABA NA GUERRA – UBERABA TÊNIS CLUBE – INSTITUTO DE CEGOS – FAZENDA MODELO – ESCOLAS SUPERIORES – MOSTEIROS – INSTITUTO SUPERIOR DE CULTURA – ESTAÇÃO RODOVIÁRIA – UNIÃO ESTUDANTIL – CONSERVATÓRI O MUSICAL – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE LEITE – CAMPANHA CONTRA HANSENÍASE – CLUBE DE XADREZ – LIVROS E PERIÓDICOS


DÉCADA DE 1950


A ERA DAS FACULDADES – VARGAS E JUSCELINO EM UBERABA – EPIDEMIA DE HEPATITE – SEMINÁRIO SÃO JOSÉ – SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO – QUEBRA-QUEBRA – LIVROS E PERIÓDICOS – INSTITUIÇÕES ASSISTENCIAIS – JOGOS ABERTOS DO INTERIOR – CORREIO CATÓLICO DIÁRIO – CASA DO CINZA – NÚCLEO ARTÍSTICO E CULTURAL DA JUVENTUDE – CENTENÁRIO DE ELEVAÇÃO DE UBERABA À CIDADE – ASSOCIAÇÃO DE COMBATE AO CÂNCER – INSTITUTO MUSICAL UBERABENSE – A CRISE DA SANTA CASA – NOVOS COLÉGIOS – VILA DOS CONFINS – A LUA VEM DA ÁSIA – CORAL ARTÍSTICO UBERABENSE – VINDA DE CHICO XAVIER – FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE ARTE



DÉCADA DE 1960

HOSPITAL SÃO DOMINGOS – ALIANÇA MUNICIPAL ESPÍRITA – CEMIG – SANTUÁRIO DA MEDALHA MILAGROSA – JUNTA DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO – CINE CLUBE DE UBERABA – ACADEMIA DE LETRAS DO TRIÂNGULO MINEIRO – FOTO CLUBE DE UBERABA – ENCONTRO SINDICAL – NATA E TEU – UBERABA COUNTRY CLUBE – NOVOS COLÉGIOS – CHAPADÃO DO BUGRE – O PÚCARO BÚLGARO – FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS – CERTRIM – HOSPITAL DO PÊNFIGO – FESTIVAIS DE MÚSICA E TEATRO – ABCZ – SINDICATO RURAL DE UBERABA – DISTRITO INDUSTRIAL – SUPLEMENTO CULTURAL DO CORREIO CATÓLICO – UNIÃO PARA O DESENVOLVIMENTO E EMANCIPAÇÃO DO TRIÂNGULO – UDET


DÉCADA DE 1970


LIVROS DE HISTÓRIA DE UBERABA – APAE – NOVOS HOSPITAIS – UIRAPURU – TV UBERABA – UBERABÃO – EXCURSÕES AO DESEMBOQUE – JORNAL DA MANHÃ – PERIÓDICOS E LIVROS DE LITERATURA – A POLÊMICA DA ELETRORADIOBRÁS – FIUBE – INDÚSTRIAS DE CALÇADOS – CODIUB – NOVOS CURSOS SUPERIORES – PERFORMANCE DO USC – PRIMEIRO FILME UBERABENSE DE FICÇÃO – FUNDAGRI – COMBEM – DISTRITOS INDUSTRIAIS – CASA DO FOLCLORE –VALEFÉRTIL – MINASPLAC – JÓQUEI PARQUE – GRUPO RAIZ – ICEBRACO – ASSOLEITE
DÉCADA DE 1980


PERIÓDICOS CULTURAIS – HOSPITAL ESCOLA – FUNDAÇÃO CULTURAL – FEIRA DE ARTE/PARTICIPAÇÃO – CIRCO DO POVO – MUSEUS – ASSOCIAÇÃO DE ARTESÃOS –ARQUIVO PÚBLICO DE UBERABA – CODIUB – JORNAL DE UBERABA – LIVROS DE HISTÓRIA, LITERATURA E ANTROPOLOGIA – CAMPANHA EMANCIPACIONISTA – ESCOLAS DE SAMBA – ENTIDADES EMPRESARIAIS – UNIVERSIDADE DE UBERABA – GREVES – BOLSA DE ARRENDAMENTO – NOVOS CURSOS SUPERIORES – PUBLICAÇÕES DO ARQUIVO PÚBLICO


DÉCADA DE 1990


GREVES – LIVROS E PERIÓDICOS – EXPOSIÇÕES DE ARTES PLÁSTICAS – MUSEUS – LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO – FUNDAÇÃO PEIRÓPOLIS – INSTITUTO TRIANGULINO DE CULTURA – ESCOLAS DE SAMBA –ESCOLA DE GOVERNO – UNIVERDECIDADE – TV UNIVERSITÁRIA – CEMITÉRIO DE CANDONGAS – GRUPO CHOROCULTURA – SHOPPING UBERABA – ELOS CLUBE – CINEMAS E HOTÉIS – CENTENÁRIO DE LAVOURA E COMÉRCIO

DÉCADA DE 2000


HOSPITAL VETERINÁRIO – NOVOS FÓSSEIS – CENTRO DE EVENTOS DA ABCZ – MOVIMENTO ELEIÇÕES INTELIGENTES –MUSEU DE ARTE DECORATIVA – EXPOSIÇÕES DE ARTES PLÁSTICAS – FESTIVAIS DE TEATRO – DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO – CENTRO ADMINISTRATIVO – FACULDADE DE TALENTOS HUMANOS (FACTHUS) – LIVROS, PERIÓDICOS E CDS – EPIDEMIA DE DENGUE – CENTRO DE CULTURA JOSÉ MARIA BARRA – LAVOURA E COMÉRCIO E CINE METRÓPOLE ENCERRAM ATIVIDADES – TV CÂMARA – UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO – TEATROS MUNICIPAIS – CENTRO OLÍMPICO – CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO PACAEMBU

LIVROS SOBRE CINEMA EDITADOS PELO INSTITUTO À VENDA NAS SEGUINTES LIVRARIAS

Desde os históricos Cem Anos de Cinema e Cem Anos de Cinema Brasileiro até os comentários analíticos da coleção “Ensaios de Crítica Cinematográfica”, composta de livros sobre o cinema brasileiro das décadas de 70, 80 e 90 e sobre o cinema mundial, como o clássico O Cinema de Bergman, Fellini e Hitchcock e, ainda, as obras o Filme de Faroeste, Clássicos do Cinema Mudo, A Segunda Guerra no Cinema, O Filme Musical e O Drama no Cinema dos Estados Unidos.


EM UBERABA, NA ALTERNATIVA CULTURAL

Rua Tristão de Castro, 194



EM UBERLÂNDIA, NA PRÓ-SÉCULO


Rua Quintino Bocaiúva, 457


NO RIO DE JANEIRO, NA ARTEPLEX


Praia de Botafogo, 316 – Fone 2559-8776

EM SÃO PAULO, NAS LOJAS DA 2001 VÍDEO


Loja de Moema
Lojas

Avs.: Paulista, 726; Sumaré, 1744;
Pedroso de Morais, 1241; Cidade Jardim, 1000;
W. Luís, 1708; e Jurema, 262



Livraria do Espaço Unibanco

Rua Augusta, 1475

O DRAMA NO CINEMA DOS ESTADOS UNIDOS

O DRAMA NO CINEMA DOS ESTADOS UNIDOS

Na coleção “Ensaios de Crítica Cinematográfica”, editada desde 1999 pelo Instituto Triangulino de Cultura, sediado em Uberaba, vem de ser lançado seu décimo título, O Drama no Cinema dos Estados Unidos, de Guido Bilharinho.Em cinqüenta ensaios críticos são analisados mais de sessenta filmes dramáticos estadunidenses realizados até 1989, a partir de quando esse gênero cinematográfico será objeto de livro referente à produção contemporânea.Dispondo os filmes pela ordem cronológica de sua feitura, são focalizados alguns dos principais dramas desse cinema desde a década de 1930, entre eles, Nasce Uma Estrela, Vinhas da Ira, Como Era Verde o Meu Vale, Punhos de Campeão, Crepúsculo dos Deuses, A Montanha dos Sete Abutres, Sindicato de Ladrões, Juventude Transviada, Freud Além da Alma até, finalmente, Os Vivos e os Mortos e Bird.A abordagem fílmica, analítica e judicativa, orienta-se pelos pressupostos de autenticidade do tratamento temático e de utilização elaborada da linguagem cinematográfica.Completam a obra (de 284 páginas e duas dezenas de ilustrações em papel couchê): índices onomásticos e de filmes e publicações citadas, bem como fichas técnicas dos filmes comentados e outras indicações orientadoras, além de circunstanciado sumário.Pelo preço de R$ 30,00, o livro pode ser adquirido por este blog e, dentre em breve, nas livrarias abaixo indicadas.

LANÇAMENTO (2008)





HORROR E BELEZA

A obra de arte pressupõe e compõe-se de tema (estória, conteúdo e sentido) e de forma. De valores distintos. Não basta aquele ser pertinente, profundo e adequado para a configuração artística, que só se perfaz por meio do tratamento estético a que submete o argumento. Arte, pois, é forma. Quaisquer sejam o trama e sua qualificação intrínseca e destinação extrínseca.Paulo Lima em Guerra/Paz elegeu esse motivo, como poderia ter elegido qualquer outro. Porém, como contemporâneo, na juventude, do maior conflito bélico da História, a Segunda Guerra Mundial, e, daí em diante, na maturidade, convivendo com a Guerra Fria, a ameaça atômica e acompanhando guerras regionais de largas proporções e influências (as dos Estados Unidos contra a Coréia e o Vietnã, por exemplo), a questão o haveria de preocupar e ocupar, como, aliás, a todo individuo atento e responsável.No caso, o assunto não é visualizado linearmente, com desenhos e enfoques comuns, mas, sob formulação prismática elaborada e sofisticada, concretizada em expressividade visual que une e transforma concepção e expressão, transfigurando-as esteticamente, em cor carregada e traços flexíveis e envolventes, de criatividade pessoal única, transmitindo simultaneamente a sanguinolência da guerra, a perspicácia da percepção autoral e a beleza da materialização visual, transformadora do horror e de seu conteúdo e sentido em arte.
Guido Bilharinho

Coleção

COLEÇÃO COMPLETA DE DIMENSÃO


Disponibiliza-se, pela primeira vez, em rara oportunidade, exclusivamente por intermédio deste blog, a aquisição da coleção completa de Dimensão – Revista Internacional da Poesia, editada de 1980 a 2000, com circulação no Brasil e em 60 (sessenta) outros países, distribuída a escritores, periódicos literários e editorias culturais dos principais jornais do país e do mundo, entre estes, Le Monde e Le Figaro (França), La Republica, Corriere della Sera e La Stampa (Itália), Diário de Notícias e Correio da Manhã (Portugal), El País (Espanha), Excelsior (México), La Nación, Clarín e La Prensa (Argentina), El Mercúrio (Chile), La Prensa (Colômbia), Última Hora (Paraguai) e Jornal de Angola (Angola).Pautando a linha editorial pelos princípios da modernidade e atualidade, sob a égide da contenção verbal, rigor, elaboração da linguagem e/ou pesquisa, experimentação e criação de novas linguagens, a revista, incorporando também exemplares da oitava arte (visuais), atraiu e nucleou notável corpo de colaboradores do Brasil e de inúmeros outros países, a ponto de apenas no número duplo 28/29, de 312 páginas, estampar poemas, textos e visuais de mais de 140 (cento e quarenta) colaboradores.




Em Dimensão publicaram-se poemas (desde o nº 01), traduções em edição bilíngüe (nº 11 em diante, excetuados 14 e 15), visuais, sempre em papel couchê (nº 14 e seguintes), movimentos poéticos do interior de Minas Gerais (nº 22: Grupo Concreto Mineiro, e 26: Grupos Vix e Frente), e, também, a partir do nº 10, seção especial contemplando A Poesia Experimental Alemã (nº 10), A Poesia Japonesa do Século X (nº 11), A Poesia do Grupo Frenesi, de Portugal (nº 12/13), Poetas Gregos e Holandeses Contemporâneos (nº 14), Poetas Portugueses (Mais) Contemporâneos (nº 15), Um Novo Verso Argentino (nº 16/17), A Poesia Concreta Alemã (nº18/19), La Poesía de la Imagen en Italia – Dois Poetas (Uberabenses) Contemporâneos (nº 20), Poesia Visual Latino-Americana (nº 21), A Poesia Experimental Portuguesa (nº 22), A Insurreição do Neobarroco – La Poesía Experimental Uruguaya (nº 23), Arte Eletrônica: Nova Estética (nº 24), Poetas Uberabenses Contemporâneos (nº 25, especial), Poesia de Vanguarda/Nordeste Brasileiro – Les Quiebres en la Tradición Poética Argentina del Siglo XX – El Inismo Español (nº 26), Le Parti Pris des Choses, de Ponge (tradução de dez textos em edição bilíngüe) – Uma Transpoética Tridimensional (nº 27), Poéticas Paulistas Anos 70-90 – Novos Infopoetas de São Paulo (nº 28/29), A Poesia Belorizontina Contemporânea – A Poética dos Anos 90 – Poetas Contemporâneos de Angola (nº 30). Já no nº 7, especial, efetuou-se levantamento da poesia brasileira no século XX, focalizando todas as tendências e/ou movimentos que a compuseram, constituindo até então a mais abrangente e completa inventariação do assunto.


CONDIÇÕES:


Quantidade (30 números em 26 volumes). – preço promocional (R$ 180,00, já incluídas despesas postais). – Pagamento (adiantadamente por cheque nominal cruzado ao Instituto Triangulino de Cultura enviado pelo correio ou depósito na conta do Instituto: Caixa Econômica Federal, agência 0160, conta 502.186-9), com remessa, neste caso, por fax, internet ou correio, do respectivo comprovante, indicando, em ambos os casos, endereço para expedição. – Remessa (pelo correio, sob registro). – Para o Exterior (mediante ordem de crédito ou cheque pagáveis no Brasil, ao preço de 170 dólares ou 110 euros, incluídas despesas postais via prioritária).

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ENSAIO DE CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA



OS SELVAGENS DA MOTOCICLETA

O Ser Humano e Suas Circunstâncias




Quem se lembra do filme O Selvagem (The Wild One, EE.UU., 1953), do húngaro Laszlo Benedek (1907-1992), O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish, EE.UU., 1983), realizado exatamente trinta anos depois por Francis Ford Coppola (1939-), poderá levar a pensar numa refilmagem do anterior, não obstante extemporânea e anacrônica. Tanto pela repetição do adjetivo selvagem quanto pela utilização da motocicleta. Ainda mais por haver, em ambos, similitudes de posicionamentos dos respectivos protagonistas, interpretados, respectivamente, por Marlon Brando e Mickey Rourke.

Contudo, as possíveis semelhanças param por aí. No mais, prevalecem as diferenças. Inúmeras, a começar pelos distintos períodos sociais, históricos e econômicos vividos pelos Estados Unidos e pelo mundo.

No primeiro, ainda sob a euforia do desenvolvimento econômico desencadeado com o término da Segunda Guerra Mundial, propiciando a construção de grandes auto-estradas ou mesmo estradas secundárias, porém, asfaltadas, e a substituição das fábricas de artefatos bélicos por carros e motos, permitindo a despreocupação, o descompromisso e o desengajamento da juventude.

Assim, sem ideal ou necessidade pelos quais lutar, desocupada e desorientada, a juventude lança-se à busca de novidades e emoções, reunindo-se em bandos de motociclistas e lançando-se pelas estradas sem rumo, propósito ou destino.

Nesse vai e vem ocorrem inevitavelmente choques culturais, concretos e frontais, com as populações conservadoras e rotineiras dos pequenos núcleos populacionais espalhados pela imenso interior do país. Esses, os selvagens da década de 1950 e de Benedek. Não, porém, os da década de 1980 e de Coppola.

Não que as abissais dessemelhanças de situação do Estados Unidos e do mundo dessas épocas tenham responsabilidade no desnível substancial e qualitativo desses filmes.

É bem verdade, que não há termo de comparação entre os ambientes, os ânimos, os ideais e os anseios desses períodos.

Mas, não são essas diferenças, conquanto profundas, que determinam a natureza e o disparidade conceptiva e de realização dos filmes em questão.

Se a conjuntura econômica, social, política, humana e comportamental é outra, o que os distingue, basicamente, é a diversa perspectiva existencial assumida pelos cineastas.

O selvagem de Benedek é enigmático, sorumbático e calado. O de Coppola, de tão econômico de palavras e de tão despido de variação expressional, é mais enigmático que o primeiro. Mas, só a princípio, porque no desenrolar da ação sua postura esfíngica vai sendo decifrada, tanto pela revelação do pai no expressivo e significativo diálogo que em sua presença mantém no bar com o filho caçula (Matt Dillon) quanto, ainda, por sua conduta ao final do filme, confirmativa da análise e julgamento do pai.

Se o protagonista de Benedek inicialmente se interessa (a única coisa que em lampejo atrai sua atenção) pela garota do bar mas, não dá seguimento a essa atração, mesmo que mútua, também não é cativado por nenhuma outra pretensão, a exemplo da garota que o procura e por ele se sente atraída e com ele já se relacionara, ainda que brevemente, sendo frontalmente desprezada.

Se ambos os selvagens lideram grupos de desocupados, não é também essa circunstância que poderá aproximar os filmes.

A distinção básica, calcada e cimentada nos fundamentos estruturais de cada um dos períodos da história do país, é, pois, como referido, de perspectiva.

Em Benedek, a irresponsabilidade e o desfrute da vida pelos motoqueiros e seu confronto com a sociedade estabelecida. Em Coppola, a desorientação e a angústia dos protagonistas a partir da completa desestruturação do lar em decorrência de seu abandono pela mãe, desencaminhando o pai, tornado alcoólatra consciente e inveterado.

Não apenas esses diversos enfoques os destinguem. A diferença maior - e essencial é - de tratamento temático.

Se Benedek situa muito bem suas personagens citadinas no meio social em que vivem, conformando sua conduta a seus biótipos, mas, o efetivando mimeticamente, por meio da exteriorização de atos e atitudes, sem descerrar-lhes a estrutura mental, Coppola, restringindo a construção tipológica praticamente às figuras do selvagem, do irmão e do pai, revela-lhes as condicionantes comportamentais e suas conseqüências a partir de seu situacionamento. E o faz mediante minuciosa constituição de personagens moldadas pela tragédia deflagradora acrescida de generalizada inaptidão ou desinteresse pelo mundo, do qual se encontram desconectados.

O selvagem de Coppola, líder inconteste de gangue, atira-se às estradas da Califórnia - fato só referenciado - mais à procura da mãe do que outra coisa. Seu irmão mais novo padece de isolamento e, à semelhança de pai, vai sendo levado pela vida.

Ao contrário do filme naturalista e, portanto, superficial de Benedek, o de Coppola é substancial ao expor as personagens vivendo exteriormente seu drama interior e por ele talhadas e impulsionadas.

No encontro casual dos irmãos com o pai no bar ocorrem não só o principal diálogo entre este e o caçula, já que o selvagem limita-se a olhar e observar, mas, também a decifração do modo de ser do selvagem:

“Ele [o selvagem] é capaz de fazer tudo o que quiser... mas não encontra nada que queira fazer”, afirma o pai.

Ao responder à indagação do mais novo se sua mãe era louca porque abandonara o lar, responde o pai:

“De vez em quando, aparecem pessoas que têm uma visão diferente do mundo, mas são normais. Não significa que são loucas.”

Se o filho primogênito, o selvagem, e sua mãe estão sinteticamente analisados, julgados e explicados, pelo pai e marido, a situação intelectual e comportamental do mais novo é decifrada e exposta por ele mesmo:

- “Sinto desperdiçar a vida, esperando por algo.

- Esperando o quê?, indaga-se-lhe.

- Queria ter uma razão para viver.”

Seu vazio existencial, que é o de milhões de jovens, decorre quase sempre – para não dizer sempre – do sem sentido da existência que as grandes corporações industriais e comerciais – que dominam e diretamente impõem sua orientação à mídia e, por tabela, a quase todas as pessoas – impingem no consciente e imprimem no inconsciente da população ao restringir o sentido da vida ao consumo, formando, como já foi dito por alguém, não cidadãos, mas, consumidores automatizados e destituídos de quaisquer valores consistentes.O que faz da obra de Coppola um dos principais filmes de seu país é um conjunto de atributos consistente em substância humana, consciência elaborativa, autenticidade relacional das personagens e o correto e adequado espelhamento nos protagonistas da influência e moldagem – em subtexto – das circunstâncias econômico-sociais gerais e das especificidades familiares e pessoais de cada um deles.

(Guido Bilharinho, do Livro O Drama no Cinema dos Estados Unidos)


Coleção

COLEÇÃO COMPLETA DE DIMENSÃO



Disponibiliza-se, pela primeira vez, em rara oportunidade, exclusivamente por intermédio deste blog, a aquisição da coleção completa de Dimensão – Revista Internacional da Poesia, editada de 1980 a 2000, com circulação no Brasil e em 60 (sessenta) outros países, distribuída a escritores, periódicos literários e editorias culturais dos principais jornais do país e do mundo, entre estes, Le Monde e Le Figaro (França), La Republica, Corriere della Sera e La Stampa (Itália), Diário de Notícias e Correio da Manhã (Portugal), El País (Espanha), Excelsior (México), La Nación, Clarín e La Prensa (Argentina), El Mercúrio (Chile), La Prensa (Colômbia), Última Hora (Paraguai) e Jornal de Angola (Angola).Pautando a linha editorial pelos princípios da modernidade e atualidade, sob a égide da contenção verbal, rigor, elaboração da linguagem e/ou pesquisa, experimentação e criação de novas linguagens, a revista, incorporando também exemplares da oitava arte (visuais), atraiu e nucleou notável corpo de colaboradores do Brasil e de inúmeros outros países, a ponto de apenas no número duplo 28/29, de 312 páginas, estampar poemas, textos e visuais de mais de 140 (cento e quarenta) colaboradores.





Em Dimensão publicaram-se poemas (desde o nº 01), traduções em edição bilíngüe (nº 11 em diante, excetuados 14 e 15), visuais, sempre em papel couchê (nº 14 e seguintes), movimentos poéticos do interior de Minas Gerais (nº 22: Grupo Concreto Mineiro, e 26: Grupos Vix e Frente), e, também, a partir do nº 10, seção especial contemplando A Poesia Experimental Alemã (nº 10), A Poesia Japonesa do Século X (nº 11), A Poesia do Grupo Frenesi, de Portugal (nº 12/13), Poetas Gregos e Holandeses Contemporâneos (nº 14), Poetas Portugueses (Mais) Contemporâneos (nº 15), Um Novo Verso Argentino (nº 16/17), A Poesia Concreta Alemã (nº18/19), La Poesía de la Imagen en Italia – Dois Poetas (Uberabenses) Contemporâneos (nº 20), Poesia Visual Latino-Americana (nº 21), A Poesia Experimental Portuguesa (nº 22), A Insurreição do Neobarroco – La Poesía Experimental Uruguaya (nº 23), Arte Eletrônica: Nova Estética (nº 24), Poetas Uberabenses Contemporâneos (nº 25, especial), Poesia de Vanguarda/Nordeste Brasileiro – Les Quiebres en la Tradición Poética Argentina del Siglo XX – El Inismo Español (nº 26), Le Parti Pris des Choses, de Ponge (tradução de dez textos em edição bilíngüe) – Uma Transpoética Tridimensional (nº 27), Poéticas Paulistas Anos 70-90 – Novos Infopoetas de São Paulo (nº 28/29), A Poesia Belorizontina Contemporânea – A Poética dos Anos 90 – Poetas Contemporâneos de Angola (nº 30). Já no nº 7, especial, efetuou-se levantamento da poesia brasileira no século XX, focalizando todas as tendências e/ou movimentos que a compuseram, constituindo até então a mais abrangente e completa inventariação do assunto.



CONDIÇÕES:

Quantidade (30 números em 26 volumes). – preço promocional (R$ 330,00, já incluídas despesas postais). – Pagamento (adiantadamente por cheque nominal cruzado ao Instituto Triangulino de Cultura enviado pelo correio ou depósito na conta do Instituto: Caixa Econômica Federal, agência 0160, conta 502.186-9), com remessa, neste caso, por fax, internet ou correio, do respectivo comprovante, indicando, em ambos os casos, endereço para expedição. – Remessa (pelo correio, sob registro). – Para o Exterior (mediante ordem de crédito ou cheque pagáveis no Brasil, ao preço de 170 dólares ou 110 euros, incluídas despesas postais via prioritária).
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Destaques...

REVISTA DIMENSÃO, nº 25, ESPECIAL II (1996)



Poetas Uberabenses Contemporâneos (edição bilíngüe português-francês).

PREÇOS

LIVROS

A) De Autoria de Guido Bilharinho

_O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 70
R$ 30,00
_O FILME MUSICAL
R$ 30,00
_A SEGUNDA GUERRA NO CINEMA
R$ 30,00
_O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 90 - NOVOS FILMES
R$ 30,00
_CLÁSSICOS DO CINEMA MUDO
R$ 30,00
_O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 80
R$ 30,00
_O FILME DE FAROESTE
R$ 30,00
_O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 90
R$ 30,00
_O CINEMA DE BERGMAN, FELLINI E HITCHCOCK
R$ 30,00
_CEM ANOS DE CINEMA BRASILEIRO
R$ 40,00
_CEM ANOS DE CINEMA
R$ 45,00

_ASPECTOS, poemas
R$ 12,00
_SITUAÇÕES, diálogos
R$ 12,00
_ENIGMAS, contos
R$ 12,00
_ESPÉCIES, poemas
R$ 12,00
_ROMANCES BRASILEIROS – UMA LEITURA DIRECIONADA
R$ 30,00
_A POESIA EM UBERABA: DO MODERNISMO À VANGUARDA
R$ 30,00
_UBERABA: DOIS SÉCULOS DE HISTÓRIA Vol. I
(Esgotado)

B) De Outros Autores

_FRAGMENTOS ÁRABES, 2ª edde Jorge Alberto Nabut
R$ 30,00
_FRAGMENTOS, poemas (e) visuais de Nícolas Morais Pessoa
(Esgotado)
_PROGRAMA DE DOMINGO, contos de Lincoln Carvalho
R$ 15,00
_GUERRA/PAZ, panfleto visual de Paulo Lima
R$ 25,00

REVISTA DIMENSÃO

_Coleção Completa de DIMENSÃO
R$ 330,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 1 a 10
R$ 10,00 o exemplar de cada número.
_REVISTA DIMENSÃO, nº 11 (1985)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO Nº 12/13 2ª TIRAGEM
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 14 (1987)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 15 (1987)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 16/17 (1988)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 18/19 (1989)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 20 (1990)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 21 (1991)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 22 (1992)
R$ 15,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 23 (1993/94)
R$ 20,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 24 (1995)
R$ 20,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 25, ESPECIAL II (1996)
R$ 20,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 26, ESPECIAL III (1997)
R$ 20,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 27 (1998)
R$ 20,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 28/29 (1999)
R$ 20,00
_REVISTA DIMENSÃO, nº 30 (2000) - (Último Número)
R$ 20,00

AQUISIÇÃO

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-Reembolso postal Vale postal (remetido à parte, antecipadamente)
-Cheque nominal cruzado (remetido à parte, antecipadamente)
-Cheque dos correios (remetido à parte, antecipadamente) depósito conta C.E.F. – Ag. 0160 – Oper. 003 – Conta 502186 – 9 (comprovante por fax (34) 3312-1122 ou pelo correio)
-Todas as operações em nome de Instituto Triangulino de Cultura.
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Preços :

Livros de história e crítica de cinema, crítica literária e antologia:- R$ 25,00 reais o exemplar, (exceto o O FILME MUSICAL, que é R$ 30,00) despesas postais incluídas.Livros de poesia, contos e revista Dimensão:- R$ 12,00 o exemplar, despesas postais incluídas.
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Descontos:

Nas aquisições por livrarias, os descontos usuais.
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Excetuada a aquisição por reembolso postal e em consignação, pagamentos antecipados nas demais hipóteses.
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As obras adquiridas são enviadas pelo correio, sob registro.
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Remeter, conforme o caso, vale postal ou cheque. Indicar nome e endereço para remessa pelos correios, sob registro: Correspondência (Caixa Postal 140 - CEP 38001-970 - Uberaba/Triângulo/Brasil) Fax (34) 3312-1122 Endereço eletrônico (institutotriangulino@yahoo.com.br).